Sexta, 22 Dezembro, 2017 - 12:20

DESPISTE DA TUBERCULOSE

A Direcção Geral de Alimentação e Veterinária – DGAV e o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas – ICNF, acordaram e bem, levar a efeito uma acção de amostragem, para o despiste da tuberculose fora da “área epidemiológica de risco para a tuberculose dos animais de caça maior”.

Nesta área de risco as montarias aí realizadas já estão sujeitas a um controlo obrigatório de vigilância veterinária, fora desta área é a primeira vez que estas duas entidades nos propõem fazer uma amostragem nacional, com maior incidência em distritos com maior população de javalis.

Trata-se de 100 acções (montarias), 25 das quais em Zonas de Caça Municipais (ZCM), estas levadas a cabo até ao final de Dezembro, em que as zonas de caça já estarão a ser contactadas diretamente pela DGAV e as outras 75 em Zonas de Caça Associativas (ZCA) e Zonas de Caça Turisticas (ZCT), poderá entrar também mais algumas Zonas de Caça Municipais em distritos onde estas são a maioria.

Estas 75 acções (montarias) serão indicadas pelas 3 Organizações do Sector da Caça de 1º Nivel “OSC”, e terão a presença de um médico veterinário indicado pela DGAV, que prosseguirá à respectiva inspecção das espécies de caça maior que forem abatidas.

É uma iniciativa de louvar, a fim de sabermos o estado sanitário em que se encontram as nossas populações de caça maior, que no que diz respeito aos javalis, continuam a aumentar em algumas regiões de uma forma descontrolada, com graves problemas para os agricultores, condutores e caça menor.

Cada vez mais os agricultores reclamam indmenizações às entidades gestoras das zonas de caça pelos prejuízos causados por estes, nas culturas do milho, tomate, girassol, prados, forragens, projectos florestais e até produtores de ovinos, com ataques destes aos borregos. Não sei até quando é possivel manter esta situação, mas que se tem de tomar algumas medidas no sentido de controlar a população de javalis em regiões, que eram tradicionalmente fortes em espécies de caça menor “Ribatejo, Alentejo e Beiras” e onde existem grandes e pequenos regadios, que são o seu principal actrativo, onde encontram alimentação, água e refugio, nomeadamente nos pivôs.

Sei que o que acabo de dizer não agrada a muita boa gente que não tem prejuizo, porque não são agricultores, não são concessionários de zonas de caça que tenham no seu interior culturas que sejam afectadas pelos javalis, nem tem responsabilidades para com os agricultores, querem apenas ter as manchas cheias de porcos no dia que vão à montaria, e os outros que se lixem…

As associações representativas dos agricultores têm também aqui uma palavra importante a dizer.

Temos que ser solidários e resolver os problemas dos que são afectados. Pela nossa parte cá estaremos para ajudar numa solução justa e equilibrada.

Boa Gestão e Boas Caçadas.

Um Abraço

Jacinto Amaro

Presidente da FENCAÇA

Artigo na Revista Caça&Cães de Caça de Janeiro 2018

Acesso Restrito

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