Estatuto de indemne de peste suína africana (PSA) concedido à Suécia
A Suécia obteve o estatuto de zona livre de PSA um ano depois de a doença ter sido detetada pela primeira vez num javali morto no condado de Västmanland. O sucesso em conseguir isso pode ser atribuído em grande parte à dedicação dos caçadores e aos esforços em busca de carcaças, essa coordenação local, regional e nacional foi fundamental para localizar animais infetados. A metodologia utilizada na Suécia poderá ser replicada noutros países europeus.
Coordenação e cooperação ativas
Ao longo do ano, houve uma colaboração ativa entre as principais partes interessadas e a comunidade cinegética. A Associação Sueca de Gestão da Caça e da Vida Selvagem tem estado a trabalhar no caso sem parar desde que o surto foi detetado. É importante acrescentar que as autoridades encarregaram a associação de caçadores de ser responsável pela busca das carcaças e pela gestão dos javalis. A associação participou ativamente no planeamento do trabalho de gestão da crise, juntamente com as autoridades. A associação de caçadores também coordenou o trabalho dos caçadores e garantiu uma compensação financeira aqueles que ajudassem a procurar carcaças de javalis. Perante esta medida, caçadores de outras regiões foram recrutados para ajudar.
A estreita colaboração entre as autoridades e as associações de caçadores permitiu que muitos dos esforços que dependiam do apoio mútuo fossem possíveis. Os caçadores locais, desempenharam um papel fundamental, não se limitaram à sua capacidade de caçar e conhecimento da vida selvagem, transmitiram confiança à população local dando a conhecer as medidas em curso para acabar com a PSA..

Conhecimento dos caçadores
No terreno, o conhecimento dos caçadores sobre javalis foi fundamental para encontrar rapidamente as carcaças. Os caçadores podiam aceder aos locais mais difíceis da zona delimitada, conhecedores do comportamento dos javalis, desempenhando um papel crucial na localização e identificação de animais infetados com PSA.
Um dos principais objetivos durante o esforço de contenção da PSA foi erradicar o javali dentro da zona central infetada. Para isso, várias ferramentas e métodos foram testados, agregando um conhecimento valioso ao processo. Com o profundo conhecimento dos caçadores sobre o comportamento dos javalis – como os seus padrões de movimento e hábitos alimentares – a sua inclusão no processo foi decisiva nos esforços de erradicação da PSA.
Tecnologia moderna
A plataforma de caça e aplicação para smartphone.
Fazendo uso de uma plataforma nos seus telemóveis (que já deveria existir em Portugal faz anos) permitiu-lhes acompanhar e registar os movimentos dos javalis em tempo real, coordenar posições, comunicar e fornecer recursos de observação crítica e captura de dados. A autoridade Sueca responsável pela erradicação da PSA (SVA) fazendo uso dessa plataforma, gerava mapas com base nos dados enviados pelos caçadores.
As doenças zoossanitárias, incluindo a PSA, estão a aumentar na Europa e constituem uma ameaça significativa e crescente para a vida selvagem e os setores económicos. Esta tendência alarmante exige uma vigilância acrescida e esforços coordenados na gestão da doença.
